quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tricô culinário com a estilista Clo Orozco



Assim que chego ao apartamento de Clo Orozco, para um perfil que tinha como foco suas preferências gastronômicas, ela abre um sorriso e diz que o tema é uma de suas grandes paixões. Da sua sala ampla, é possível ver o quanto a culinária está presente no seu dia-a-dia. Num dos cantos, abre-se uma porta, através da qual está uma cozinha gourmet recheada de livros, dezenas de utensílios, louças para variadas ocasiões, além de um fogão industrial, onde ela realiza receitas para diárias si própria ou então jantares semanais para seus amigos.
“Tudo o que se refere à gastronomia me atrai. Não perco um programa do Claude Troisgrois na TV. Anoto todas as receitas e depois as recrio. Uma que faz muito sucesso entre meus convidados é um lombo com osso que faço em cocção lenta, e que vai acompanhado de um purê de caju e farofa de castanha de caju”, diz ela, que costuma anotar o que serviu para cada convidado, para nunca repetir o mesmo prato para cada um deles.
Clo diz que quem lhe despertou a paixão pela gastronomia foi o ex-marido, Carlos Alberto Dória, escritor, com diversos livros publicados na área da sociologia da alimentação. “Até hoje fazemos viagens em busca de ingredientes, restaurantes, pequenas feiras no interior da França. Agora mesmo voltamos de uma viagem a Itália, onde fui visitar vendedores de trufas. Mas não gosto de falar muito em trufa aqui no Brasil. Acho esnobe. Trufa é um alimento para se comer apenas uma vez por ano na Europa, e pronto”.
De suas viagens gastronômicas pelo mundo, Clo diz ter se encantado com a gastronomia simples servida em cada cidadezinha francesa e italiana. Mas ela teve oportunidade de conhecer também chefs consagrados. Foi há pouco tempo a um dos restaurantes de Ferran Adriá, que ela classifica como “gastronomia lunática”, meio sem interesse.
“Sempre que viajo em busca de gastronomia, trago livros maravilhosos, que acabam virando meus grandes companheiros”, diz. Ela conta que os usa diariamente, para receitas que cria a cada dia para si própria. “Hoje saio menos, mas faço questão de ter pelo menos uma refeição diária super agradável. Minha empregada, Denise Santos, a chef da casa, deixa produtos pré-preparados a cada dia, e, quando chego do trabalho, abro um vinho e crio meu jantar, que é quase sempre um prato sem muita proteína, com muitos vegetais”, diz ela, que está numa “fase legumes italianos”, como diz.”Abobrinha, tomate, berinjela grelhados. Quer coisa melhor?”
Foi nesta linha de inspiração que criou um prato na tarde em que estive na sua casa. Ela abriu um livro de receitas do chef Antonio Carluccio e fez um ravioli caseiro recheado de ricota com espinafre, que trazia uma gema de ovo mole no ninho do recheio. Se na receita original, o chef usa trufa ralada em cima da gema, ela abre sua licença poética e diz, cerimoniosa: “Sem o tubérculo o prato é igualmente delicioso”. E ficou bom mesmo. Massa leve, fininha, com recheio untuoso... enfim, um prato inspirado e delicado, assim como são suas coleções.
(texto adaptado de matéria que publiquei na revista Gourmet Life)

sábado, 5 de dezembro de 2009

A culinária está na moda

Na lista dos filmes que mais gosto sempre aparecem fitas super simples, que me deixam um gostinho doce na boca. Entre eles listo O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, Nothing Hill, Delicatessen, A Festa de Babette, Vatel, O Diabo Veste Prada, entre alguns outros. E acabo de assistir a um destes filmes, Julie & Julia, com Meryl Streep e Amy Adams. Baseado em duas histórias reais, a fita intercala a vida destas duas mulheres separadas pelo tempo, que descobrem que com coragem tudo é possível.
Julie, nos anos 40, era mulher de um diplomata americano, morava na França, e, entediada, matriculou-se num curso de culinária, até descobrir sua paixão pela gastronomia. O filme percorre sua história até que ela realize seu sonho: lançar um livro de culinária, no qual ensina pratos franceses aos americanos. A história de Julia se passa no subúrbio de Nova York, no começo dos anos 2000. Funcionária pública infeliz, ela resolve fazer as 500 e tantas receitas do livro de Julie em 365 dias... e fazer um blog, onde comenta suas descobertas culinárias, o sabor dos pratos criados, e sua vida de classe média americana, até se tornar uma espécie de celebridade nos Estados Unidos.
Fórmula perfeita para um filminho destes que tem tudo para agradar, né?
Mas este filme vai além... Não só pelo mérito das atrizes muito boas, ou pelo enredo muito bem costurado. O que mais atrai nesta história é o roteiro que envolve comida.
Quem não gosta de falar de culinária hoje em dia? Todo mundo percebeu isso. O Brasil está cheio de publicações de gastronomia. Só neste ano, foram criadas em São Paulo a revista Gourmet Life, a Gosto, a Casa e Comida, a Lounge Gastronomia, sem contar na tradicional Gula, que voltou a circular por uma nova editora. E, ah, sem me esquecer deste jornal A Cidade, da minha cidade, Espírito Santo do Pinhal, que lançou uma página dedicada ao tema.
Tenho percebido que gastronomia está na moda no Brasil. E isso faz bem para a celebração e a reinvenção de nossas tradições culinárias. Fico feliz ao perceber que este interesse pelo tema tem feito com que a gastronomia brasileira esteja sendo celebrada como nunca ocorreu antes.
Adoro abrir uma destas revistas de culinária e ver que os chefs estão se empenhando em fazer pratos que levam produtos nacionais. Antes, pelo que me lembre, os restaurantes mais comentados pelas revistas e jornais eram os de culinária italiana. Quando se falava em “comida chique”, logo vinha à memória a gastronomia francesa. Hoje, já há lugares como o Brasil a Gosto, da chef Ana Luiza Trajano, que se esmeram em fazer pratos tipicamente brasileiros, sofisticados e mágicos, com a cara do Brasil. Ou então o Oficina do Sabor, em Olinda (PE), do Cesar Santos, entre tantos outros muito bons por aí, a cada esquina, os botecos, por exemplos.
E isso é muito bom para a nossa auto-estima. Se temos tantas tradições, e se elas são tão bonitas, nada mais bacana do que mostrá-las. E estas tradições, muitas vezes, estão escondidinhas em pequenas comunidades de doceiros, de mestres queijeiros, donos de vinícolas, banqueteiros, enfim, nas mãos de pessoas que precisam ser incentivadas por meio de festas populares, incentivos fiscais etc. Só de falar neste tema, me vem á memória diversas pessoas na minha cidadezinha que criam e recriam pratos e guloseimas maravilhosos. Que morador de Pinhal não gosta da barraquinha de docinhos caseiros da feira de domingo? É irresistível, não? Adoraria um dia ver toda essa gente reunida numa grande festa popular na praça da Matriz. E que pudesse passar por barracas e provar cada quitute, cada prato, cada doce. Seria um ganho e tanto para minha cidade. De qq forma, percebo que o interesse pela culinária tem feito com que diversos festivais de gastronomia sejam criados por aí. E estes lugares são laboratórios para experimentos e troca de experiências.
No último evento "Mesa Tendências", da revista Prazeres da Mesa, por exemplo, o chef Claude Troisgros disse que havia descoberto uma senhorinha, a dona Fátima, numa fazenda próximo a Petrópolis (RJ), que tinha as verduras, legumes e ervas mais belos e frescos que ele já havia visto em toda sua vida. Ela planta, cuida e colhe seus produtos... e não tinha como se sustentar financeiramente, até que Claude começou a buscar sua matéria-prima diariamente, para criação de seus pratos. Falei com dona Fátima por telefone e ela está irradiante de alegria de ver sua horta ser valorizada por um grand chef. Bela história, né? Seria muito bom que ela se multiplicasse Brasil afora. Quem sabe com o atual interesse pela culinária isso não vá acontecer um dia?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cinema de volta a Pinhal



Sempre que topo com alguém de uma cidade que não conheço, a forma de eu saber se este lugar é desenvolvido ou não, é perguntar se neste lugar há salas de cinemas. Mesmo que não more em Pinhal, a cidade onde nasci, e que bem próximo a minha casa, em São Paulo, tenha pelo menos 20 salas de cinema, foi sofrido saber, há alguns meses, que o cinema da Galeria Casarão havia fechado as portas.
Em Pinhal temos fases com e sem cinema. Quem não sofreu ao passar pela praça e ver o Cine Santa Clara ser destruído? Ou quem não se chocou ao saber que o Éden ia fechar nos anos 80? Isso sem contar no Cine Theatro Avenida (foto), onde meu avô, o Eduardinho Staut, fazia trilha sonora ao vivo com sua Pinhal Jazz, nos anos 40. Alguém se lembra? Algum de vocês estava lá para me contar detalhes desta história? Depois veio o cine da Galeria Casarão, que durou uns bons anos, até fechar as portas por falta de público.
Agora, graças à parceria entre Humberto Pascuini com Silvio Brittis, da empresa Cine Art Café, o cinema está de volta... É para se comemorar! E a melhor forma de se fazer isso, é ir ao Casarão para prestigiar os filmes que estão passando no momento.
Desde que entrei pela primeira vez nesta sala, percebi que era aconchegante, elegante, e que ali podia passar bons momentos de diversão. Posso me lembrar ainda hoje de alguns bons filmes que vi ali... entre eles, “Poderosa Afrodite”, do Woody Allen, em companhia de minha querida amiga Marta Benaglia. Outros que vi, quieto, sozinho, durante a semana, em dias meio tristonhos, no ano de 2007.
Quem não se emociona ao ver um filme no telão? Nem a maior TV do mundo traz tanta emoção do que entrar numa sala, com um pacote de pipoca. Sou como o escritor Millôr Fernandes, que diz que a cada vez que vê um filme no telão, é como se corresse junto com o mocinho protagonista do filme, em cima do cavalo.
Liguei para a Olívia Ramon, editora do jornal A Cidade, onde mantenho uma coluna semanal (e para qual mandei este texto, na sexta) para saber qual filme está passando na Galeria Casarão. E ela me disse que está sendo exibido “This is It”, do diretor Kenny Ortega.
O filme foi feito a partir de 80 horas de filmagens dos ensaios do show que Michael Jackson faria em Londres. Um belo filme para quem gosta do astro pop, para quem gosta de música, e principalmente, para quem não abre mão de se emocionar de verdade no cinema. Vale a visita! Mas vc que mora na cidade leve também seu filho para ver o infantil que passa nas matinês. É importante mostrarmos as coisas boas para as crianças deste cedo.
Desejo sucesso aos empresários que se juntaram para reabrir o cinema da nossa cidade. Ela agradece...
ps – a ideia de pedir a prefeitura para comprar uma cota de ingressos para a população carente é muito boa. Gostaria que o poder público se comovesse e desse as mãos aos empresários do novo cinema.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Gentileza é o sal da vida" (Christine Yufon)

No jardim de sua casa, no bairro paulistano de Higienópolis, espero Christine Yufon ao lado de uma dezena de esculturas que criou ao longo de sua carreira. Num quimono preto, ela desce esguia, concentrada, uma pequena escada que liga sua sala à parte alta do jardim. Cumprimenta alguns amigos que estavam ali para um chá da tarde, em que celebraria a primavera.
Paradigma da etiqueta no Brasil, esta senhora de fé católica, filosofia taoísta e sotaque americano, nasceu em Beijin, na China, casou-se com um francês, viveu em Paris, viajou pelos quatro cantos do planeta, até se estabelecer em São Paulo. Aqui, foi modelo numa época em que poucos sabiam o que era profissão, e hoje se dedica às artes plásticas, ao desenho de jóias, além de ministrar – desde os anos 60 - um curso de etiqueta dos mais famosos do Brasil, pelo qual passou a nata da sociedade paulistana.
“Vocês estão bem”, pergunta para cada um de seus convidados. E vai logo dizendo que etiqueta não deve ser algo relacionado com um amontoado de regras antiquadas, rígidas e pedantes. Mas o que é então etiqueta para esta senhora? Ela abre um sorriso e diz que etiqueta é algo que serve para facilitar o convívio entre pessoas. “Serve para tornar harmonioso o convívio. A gentileza é o sal da vida”.
Ela passa os olhos na bela mesa criada por seu amigo, o chef Carlos Ribeiro, para o chá da tarde, elogia os quitutes que ele preparou, e a cerâmica de Hideko Honma. Olha então para mim, que estava ali para uma entrevista sobre etiqueta e diz: “Etiqueta tem que ser alguma coisa dinâmica. Evolui de acordo com épocas, apesar de ter sido criada a partir de um conjunto de regras criadas na França e na Inglaterra, há muito tempo. Hoje, o pragmatismo está fora de moda. Encontros como este chá da tarde tendem a ser mais informais e espontâneos. A etiqueta tradicional pode ser usada apenas em situações protocolares, que exigem ritualísticas”.
Para ela, em situações mais informais, como um jantar, um chá entre amigos, uma festa num jardim pedem bom senso, charme, simpatia e ponto.
Mesmo que tenha saído de seu país de origem há tantas décadas, diz que a cultura milenar chinesa permeia ainda seu estilo de vida e suas aulas de etiqueta. “É uma cultura que presa pela delicadeza, então a primeira coisa que ensino às minhas alunas é nunca se esquecer de algumas palavrinhas mágicas quando você encontra uma pessoa: bom dia, boa tarde, por favor, obrigada, desculpe, licença. Parece bobagem, mas muita gente se esquece destas palavras”, diz ela.
Para Christine, que organizou o chá da tarde com a ajuda de seu fiel amigo Carlos Ribeiro, o sucesso ou o fracasso de qualquer tipo de evento depende da escolha dos convidados. Eles precisam ter algumas afinidades entre si, mas é preciso apostar na diversidade, chamar pessoas de universos totalmente diferentes. “Assim a reunião é mais divertida e os assuntos podem girar em torno de temas diferentes”, diz. Se houver alguém famoso na festa, é preciso tratar esta pessoa com deferência e naturalidade, procurando zelar para que ninguém monopolize esta pessoa.
A mesa, conforme diz, deve ser acolhedora, agradável de ver e a decoração vai depender da natureza da recepção. Neste caso, em que a informalidade deu o tom ao encontro, Christine diz que o melhor é que se opte pelo estilo americano, em que cada convidado se serve e escolhe livremente aonde vai se sentar. “Neste caso o anfitrião pode servir ele mesmo o drinque, o chá, o cafezinho”, observa.
Para o chá de Christine, o chef Carlos Ribeiro optou por um cardápio leve e cheio de quitutes brasileiros, com algumas preferências da anfitriã, gosta muito da cozinha nacional. Fez bolo de rolo, bolachas de jasmim, broa de erva doce e os serviu com compotas brasileiras, como bacuri, abóbora, goiaba, cupuaçu e buriti. Hideko Honma, ceramista que criou as peças dispostas na mesa, diz que para fazer sua composição baseou-se no princípio oriental, pelo qual todos os utensílios em cima de uma mesa devem ter utilidade. “Na cultura oriental, o enfeite pelo enfeite não vale de nada. Por isso as mesas são sempre minimalistas”.
Christine disse que numa reunião em casa, íntima ou não, é necessário que o anfitrião não zele pela boa ordem da residência durante a reunião. “Isso vai deixar seus convidados sem jeito”, observou ela, que ao fim desta reunião chamou todos seus convidados à beira da mesa e os presenteou com canções em mandarim que aprendeu nos anos 20, na China.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um viva para a “tarte tatin” do Opção


Não há sobremesa melhor neste mundo do que uma tarte tatin bem dourada, fumegante, com cheirinho de maçãs caramelizadas. Diz a história que este prato francês nasceu de um erro da gastronomia. Certo dia, ao desenformar a torta, as irmãs Stéphanie e Caroline Tatin viraram a forma sem querer e o recheio – as maçãs caramelizadas – ficou na parte de cima, em vez de ficar em baixo. A massa, que devia ficar aparente, como em todas as tortas, ficou embaixo das maçãs. Já que a sobremesa ficou bonita, elas passaram a servi-la assim, do lado contrário.
Nos anos em que morei na França ouvi esta história dezenas de vezes. A cada vez que estava num restaurante e que pedia minha sobremesa favorita, alguém me contava este “causo” culinário,como que para me inserir na cultura francesa.
Adoro repetir esta história do erro das irmãs Tatin. E adoro fazer tarte tatin para meus amigos. Todos já ouviram várias vezes a mesma história. Já estão cansados. Mas não me dou por vencido e a repito a cada vez que faço o prato. Nada mais lúdico do que uma torta que deu errado e que virou um primor da culinária.
Gosto tanto de tatin, que, desde os tempos que morava no país em que esta delícia foi inventada, faço um concurso particular de tarte tatin. Quase sempre começo a olhar o menu de um restaurante - do mais simples ao mais esnobe - pelas sobremesas, e, quando vejo escrito tarte tatin, peço entrada e prato principal apenas como burocracia, para depois saborear esta sobremesa tão simples.
Eis que na semana passada, na minha cidade, Pinhal (SP), visitei o bar e restaurante Opção, e, quando vi no cardápio uma sobremesa chamada Gratin de Maçãs, o nome me chamou atenção e me fez salivar. Comi minha entrada e meu prato principal, que estavam deliciosos, mas estava ansioso por provar algo que podia ser parecido com uma tatin.
Quando o gentil garçom colocou a sobremesa delicada e aromática na minha frente, vi que não havia maçãs em cima, como na torta tradicional. Juntei na minha colher um pedaço de sorvete de creme – acompanhamento obrigatório para uma tatin que se preze – e levei à boca a colherada. Sim, aquilo era uma tarte tatin. E das melhores que já provei!
Cheguei a pensar em virar a sobremesa do lado contrário. (Não sei se ficou claro, leitor, mas no Opção a torta é servida com a massa para cima e o recheio para baixo). Mas não achei necessário. Achei engraçado comer uma tatin do avesso. Ri com meus botões e raspei o prato como uma criança, sentindo cada pedaço quente da torta se misturar ao (muito bom) sorvete de creme servido ao lado. Fiquei feliz em saber que o público de Pinhal tem uma sobremesa tão boa, ao alcance, que nada deixa a desejar aos melhores restaurantes de comida tradicional da França.
Caso tenha ficado curioso com a receita desta torta, saiba que ela leva somente maçã, manteiga, açúcar, farinha de trigo e uma pitada de sal. Ingredientes tão simples que se juntam numa química dos deuses.
Segue a receita que sempre uso em casa. É do site WWW.panelinha.com.br.

Para a massa
Ingredientes
200 g de farinha de trigo 100 g de manteiga gelada em cubos1 colher (sopa) de açúcar 1 pitada de sal 1 a 3 colheres (sopa) de água gelada
Modo de Preparo
1. Corte a manteiga em cubinhos. Numa tigela, coloque a farinha e os cubinhos de manteiga e misture com as mãos, formando uma farofa.2. Em seguida, acrescente o açúcar e o sal e misture com as mãos. Adicione uma colherada de água gelada por vez, conforme a necessidade. Vá verificando o ponto da massa. Ela massa deverá ficar lisa e homogênea.3. Faça uma bola e embrulhe a massa com filme. Leve à geladeira por 2 horas.
Para o recheio
Ingredientes
6 maçãs 1/2 limão (para que as maçãs não fiquem escuras) 120 g de manteiga 1 1/4 xícara (chá) de açúcar
Modo de Preparo
1. Com uma faquinha afiada, descasque as maçãs e retire as sementes. Corte a maçã (na vertical) em 4 partes e regue com o suco de ½ limão.2. Numa panela, coloque o açúcar e a manteiga e leve ao fogo médio. Deixe a mistura escurecer um pouco. Em seguida, baixe o fogo e coloque as maçãs.3. Deixe cozinhar por cerca de 10 minutos, ou até que as maçãs sejam facilmente perfuradas com a ponta de uma faca. Desligue o fogo.4. Preaqueça o forno a 150ºC (temperatura baixa).5. Numa fôrma redonda antiaderente, distribua as maçãs sem deixar folgas. A seguir, coloque por cima das maçãs o restante da calda que ficou na panela. Polvilhe um pouco de canela em pó sobre as maçãs.6. Retire a massa da geladeira. Com o auxílio de um rolo de macarrão, abra a massa sobre um pedaço de filme maior que a fôrma.7. Com cuidado, coloque a massa sobre as maçãs e retire o filme. Corte os excessos com uma faquinha. Com a ajuda de um garfo, force as bordas da massa para baixo (lembre-se de que a torta será virada depois de assada).8. Leve a torta ao forno preaquecido e deixe assar por 25 minutos ou até que a massa fique dourada.9. Retire a torta do forno e deixe esfriar um pouco.10. Para desenformar a torta, coloque um prato sobre a fôrma, segure bem e vire de uma vez. Se a torta não desenformar de imediato, dê alguns soquinhos na fôrma. Não deixe a torta esfriar muito, pois você correrá o risco de ela ficar grudada na fôrma. Neste caso, e só em último caso, aqueça um pouquinho a torta em fogo baixo e repita a operação. Sirva a seguir com sorvete de creme.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Circo para espantar o baixo astral

E o baixo astral me pegou numa curvinha ali no canto da rua Augusta. Sei bem o que fazer para não cair nesta deprê, embora às vezes tenha dificuldade de virar a chavinha, que muda o ponto de vista das coisas.
Adoro gente que transforma maus sentimentos e loucura através da arte. Por isso gosto tanto do circo. Eita lugar para concentrar gente louca , que arrisca a vida pela arte, né?
para quem gosta como eu vamos lá...
Entre os dias 16 e 22 de novembro, o Centro de São Paulo recebe o 1º Festival Municipal de Circo, que reunirá uma mostra competitiva, a 4ª Palhaçaria Paulistana, e a inauguração do Centro de Memória do Circo, na Galeria Olido. No sábado, dia 21 de novembro, haverá também um encontro de malabaristas, das 11h às 16h, no Largo do Paissandu.
Pelo quarto ano consecutivo, a Palhaçaria Paulistana deverá reunir mais de 250 artistas de circo em uma semana de espetáculos gratuitos, em evento promovido pela Secretaria Municipal de Cultura em parceria com a Cooperativa Paulista de Circo.
Nesta edição, além do Vale do Anhangabaú, onde continuará sendo montada a lona principal com capacidade para 400 pessoas e o trapézio ao ar livre, onde acontecerão apresentações e atividades, outros endereços do Centro receberão atividades, como o Largo do Paissandu, berço do circo paulistano que se tornou ponto de encontro dos artistas circenses todas as segundas-feiras – dia de folga da categoria – que se reunia no “café dos artistas”, como era conhecido o local. Além disso, temporadas dos circos Irmãos Queirolo e Alcebíades marcaram o auge do circo na região. O palhaço Piolin, ícone circense que contava com a simpatia dos modernistas, freqüentadores assíduos dos seus espetáculos.
A mostra competitiva dará prêmios em dinheiro os melhores espetáculos inscritos voluntariamente pela internet, no endereço http://cultura.prefeitura.sp.gov.br/
As infos são da querida Flavia Fusco.

E viva o circo

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Loba de ray ban


Estreia no Teatro Shopping Frei Caneca na próixima semana a peça A Loba de Ray–Ban, uma versão da peça de Renato Borghi, originalmente encenada em 1987, "O Lobo de Ray-Ban" que trazia Raul Cortez e a própria Torloni no elenco (foto), além do ator Leonardo Franco na temporada carioca.
A história traz um triângulo amoroso com situações convencionais e de bissexualidade. Os personagens envolvidos são atores, fazem do teatro sua profissão e seu sacerdócio. São seres apaixonados e apaixonantes, capazes de resvalar o mais baixo do melodrama humano.
Numa noite, um espetáculo de teatro é interrompido pela atriz principal, que assume o clímax de sua crise existencial e afetiva diante do público. Revela-se o triângulo amoroso vivido por ela, envolvendo o ex-marido e sua atual amante, ambos atores da sua Companhia Teatral. Vamos assistir a uma brilhante discussão sobre moral e relacionamento amoroso. Vamos participar do cotidiano dos camarins e coxias de um teatro. Vamos testemunhar um desafio de interpretação, vividos por Christiane Torloni como Julia Ferraz, a atriz-empresária, e por Leonardo Franco e Maria Maya, o ex-marido e a amante.
Nesta versão, passados 22 anos, os papéis se invertem. Christiane Torloni passa a fazer o papel que era de Raul Cortez. Leonardo Franco o que era de Christiane e o papel do jovem ator, antes representado por Leonardo, agora será feito pela jovem atriz Maria Maya. Possi dirige esse trio na nova e desafiante A Loba de Ray-Ban.
Para o diretor José Possi Neto, a semelhança das duas montagens é o texto do Borghi, apaixonado, contundente, ousado e desafiador. “As diferenças são todas. Eu não sou o mesmo Possi de 22 anos atrás, Christiane e Leonardo também não o são, crescemos e amadurecemos como artistas e como seres humanos”, diz ele no release enviado pela assessoria Morente Forte.